5 cuidados necessários para a logística de cosméticos

março 16 2018

O Brasil é o segundo mercado consumidor de cosméticos do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Esse segmento cresce de forma constante e linear, principalmente pelo quesito inovação e abrangência de atendimento a diferentes clientes.

Entre as especificidades da logística de cosméticos destaca-se:

  • a forte concorrência do setor;
  • as dificuldades inerentes a qualquer processo logístico no país, como a grande dimensão territorial, o preço do combustível e a precariedade na infraestrutura;
  • a exigência de uma documentação padrão de qualidade pelos órgãos regulamentadores do setor para a comercialização dos produtos;
  • a demanda por cuidados especiais devido a extrema fragilidade e alto valor agregado.

Essas características exigem uma logística integrada com maior atenção à agilidade, pontualidade, armazenamento e distribuição dos itens, principalmente quando considerada a capilaridade do setor, com elevados índices de fracionamento de entregas.

O objetivo deste post é orientar quanto aos cuidados necessários na logística de cosméticos. Confira!

1. Planejamento estratégico

Atender um grande volume de entregas fracionadas, no menor tempo possível e sem perdas, requer um planejamento estratégico baseado num cronograma de entregas, custos mínimos de conservação, manipulação e distribuição, além dos procedimentos exigidos em conformidade com os agentes reguladores do setor.

Para o sucesso da logística de cosméticos é importante analisar relatórios de vendas disponibilizados por diversos sistemas de controle e gerenciamento e realizar o acompanhamento por meio de indicadores de desempenho — KPIs (Key Performance Indicator) como:

  • índice de entregas com avarias;
  • índices de não conformidade de produtos entregues;
  • percentual de entregas que geram solicitação de informação;
  • percentual de entregas feitas no prazo acordado;
  • lead time dos produtos.

2. Licença da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)

Toda burocracia exigida pela Anvisa na produção e distribuição de cosméticos no país justifica-se por esse ser um produto de consumo humano altamente perecível e cuja composição química pode causar efeitos maléficos à saúde se os mesmos estiverem inadequados ao uso.

A comprovação de requisitos técnicos e administrativos específicos é feita mediante:

Apresentação de cadastro e documentos

Conforme site da Anvisa, para realizar o transporte de cosméticos, perfumes, produtos de higiene, saneantes e produtos para saúde, a empresa deve obter uma Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE).

O cadastro obedece a seguinte sequência:

  1. cadastramento dos dados da empresa com atividade, endereço, natureza e espécie dos produtos, os perfis de responsável legal da organização, responsável técnico, devidamente registrado no Conselho Regional de Farmácia da Região, e gestor de segurança;
  2. determinação do porte da empresa, faturamento e sua classificação, como também de suas filiais;
  3. abertura de petição em que são definidos código de assunto e fato gerador;
  4. pagamento da taxa TFVS (Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária) estipulada conforme o fato gerador relacionado no item 3;
  5. recebimento de um protocolo que pode ser físico ou virtual, para acompanhamento do processo;
  6. acompanhamento do deferimento ou indeferimento do processo.

A AFE habilitará o funcionamento da empresa em todo o território nacional e necessita ser renovada quando há alteração de atividade ou representantes legais.

Inspeção do local de armazenamento e distribuição

O parecer técnico pode ou não ser autorizado e deve obedecer aos requisitos de limpeza, iluminação e temperatura adequadas, já que diferentes produtos exigem temperaturas de armazenagem variadas.

Além disso, é importante efetuar o controle da entrada e saída dos produtos no armazém, o treinamento de funcionários que manipulam os insumos e cosméticos e um monitoramento periódico que acompanhe as mudanças de embalagens e características dos produtos, por exemplo.

É interessante também conferir se a Vigilância Sanitária Municipal possui uma legislação específica para orientar as práticas de logística de cosméticos, a fim de que o transporte não tenha impedimentos nas cidades de origem e destino.

Os gargalos nessa etapa se referem a demora na liberação do alvará e da documentação adequada por parte das secretarias responsáveis.

3. Boas práticas de armazenamento e conservação

A preservação de produtos altamente perecíveis exige que o armazenamento dos mesmos seja diferenciado, a fim de manter sua qualidade. Nesse sentido, as embalagens precisam estar adequadas a essa conservação, como também ao transporte. Desse modo, o cuidado deve ser uma máxima em todos os procedimentos e principalmente no que tange as questões de sustentabilidade da empresa.

Alguns controles e métodos de valoração de estoque, como FIFO (first in first out), LIFO (last in, first out) e principalmente o FEFO (first expire, first out), precisam ser constantemente utilizados, principalmente na execução das etapas de armazenamento e distribuição. Isso porque o FEFO, apesar de não ser o método base para determinação do valor para apuração fiscal junto ao Fisco, é o mais indicado para produtos de alta perecibilidade, como os cosméticos.

A alta rotatividade desses materiais na cadeia de suprimentos, impulsionada pelo aumento de demanda, caracteriza baixa taxa de ocupação em estoque e menores custos de manutenção, apesar de incidirem despesas para preservação de temperatura e outras exigências dos órgãos competentes ao custo unitário do produto.

Informações de etiquetagem também precisam ser estudadas para informar de forma adequada às transportadoras tudo o que a logística de cosméticos, tão específica, exige, e aos clientes, as particularidades para o consumo, conforme informação obrigada pela Anvisa.

O armazenamento ainda pode ser terceirizado, reduzindo os custos operacionais do processo, o que exige um acompanhamento constante dos cuidados dispensados aos produtos pela empresa parceira.

4. Cuidados na distribuição

A agilidade é uma das principais exigências para a eficiência dessa etapa. Cumprir os prazos de entrega garante o comprometimento da empresa com os clientes e a confiança dos mesmos com a marca.

Apesar disso, a fragilidade dos produtos requer um cuidado maior na logística de distribuição. Por esse motivo, é importante que a equipe esteja devidamente treinada nos seguintes aspectos:

  • para o manuseio dos produtos nos centros de distribuição;
  • no processo de montagem da carga, orientada também pelos métodos FIFO, LIFO ou FEFO;
  • durante o carregamento e descarregamento da carga nos veículos adequados;
  • na manutenção adequada da temperatura dos veículos;
  • para conferir se serão respeitadas as quantidades de empilhamentos máximos.

Outra questão é o fracionamento da carga que comumente aumenta os custos do frete. Para evitar a incidência dos mesmos, é importante planejar a distribuição por meio do cross-docking ou transit points, que consistem em operações de passagem que recebem cargas consolidadas separas em CDs estratégicos.

5. Logística reversa

Uma empresa que se atenta em adequar seus processos à sustentabilidade com a logística reversa conquista consumidores, que mudam seu comportamento de compra baseados em responsabilidade socioambiental.

A empresa pode envolver o cliente em campanhas de reciclagem ou possibilitar a escolha por produtos que permitem o uso de refis, já que a destinação das embalagens no pós-consumo são o principal gargalo do setor.

Além disso, uma empresa especializada pode ser uma parceria essencial para que todos os processos de logística de cosméticos tenham maior eficiência. A Itatibense Transportes é uma delas e está autorizada a transportar todos os tipos de cosméticos, em conformidade com a Anvisa e todos os requisitos exigíveis a esse tipo de carga tão sensível: colaboradores treinados, equipamentos, licenças e seguro.

Conheça agora nossa empresa, entre em contato e realize uma logística de cosméticos adequada para os seus produtos.

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