Conheça o gerenciamento de riscos no transporte rodoviário de carga

maio 30 2018

Sabe-se que os modais de transporte, principalmente o rodoviário, sofrem constantemente com adversidades associadas à logística de distribuição no Brasil, como roubo de carga, infraestrutura precária, burocracia e dificuldade de acesso em determinadas áreas. Para se prevenir contra tais ocorrências, portanto, é fundamental ter um bom gerenciamento de riscos.

Conforme definição do ISO 31.000, o gerenciamento de riscos no transporte rodoviário de carga (também conhecido como GRIS) deve atender aos seguintes critérios:

  • proteger e criar valor para as organizações;
  • fazer parte dos processos administrativos e do Supply Chain Management;
  • abordar a incerteza;
  • considerar fatores humanos, ambientais e culturais;
  • contextualizar valores da empresa;
  • ser sistemático, estruturado, transparente e inclusivo.

Dessa forma, é possível minimizar possíveis gargalos capazes de reduzir o desempenho de ações na cadeia logística, bem como os seus resultados. Para entender isso melhor, continue a leitura.

O gerenciamento de riscos na prática

De fato, são várias as ações capazes de diminuir a frequência de ocorrências negativas relacionadas ao transporte de cargas.

Algumas delas — como a mudança nos horários das viagens, o planejamento das rotas dos caminhões e a programação de paradas — são de cunho estratégico, e precisam ser pensadas com certa antecedência.

Já a implementação de tecnologias que viabilizam a segurança no processo de transporte — como o monitoramento remoto ou o uso de equipamentos para o rastreamento da carga — também são utilizados de forma preventiva, mas muito mais como uma ação sistêmica nas situações em que o fato já se consumou.

Por isso, é importante utilizar um sistema de gerenciamento de transporte — além de novas tecnologias disponibilizadas no mercado, como RFID (radiofrequência) — para identificar anormalidades em padrões definidos e aumentar as ações estratégicas descritas anteriormente.

Nesse sentido, ainda é importante promover a qualificação técnica dos motoristas, para, de forma preventiva, evitar o comportamento imprudente de motoristas nas estradas.

Os benefícios do GRIS para empresas de transporte

Além de garantir a segurança para cargas e colaboradores, reduzir ocorrências (e, em consequência, diminuir os índices de prejuízos associados a elas), o GRIS confere mais agilidade na movimentação de cargas.

Possibilitando a realocação de investimentos que seriam utilizados no pagamento de seguros ou no ressarcimento de prejuízos, o gerenciamento de riscos ainda aumenta a credibilidade da empresa no mercado de transportes e reduz os custos logísticos.

Ações que efetivam o gerenciamento de riscos no transporte

1. Contar com uma equipe qualificada

Essa equipe deve ser composta por colaboradores com experiência em estradas, devidamente habilitados e sem histórico de multas, apreensões e antecedentes criminais.

A contratação pode ser efetivada por meio de testes psicológicos e práticos que verifiquem a manutenção das habilidades de direção, e oportunamente, definem quem deve passar por treinamentos e atualizações.

2. Identificar a origem de possíveis riscos

Possíveis problemas devem ser verificados por meio de notícias em todo tipo de mídia, aplicativos de trânsito e junto à departamento de polícia. Dessa forma, a taxa de periculosidade da rota é determinada e alternativas que reduzam ou evitem as ocorrências são delimitadas.

3. Avaliar todas as características da operação

Deve-se considerar aspectos relacionados à mercadoria, como aquelas que têm mais visibilidade no mercado paralelo ou de alto valor, bem como os riscos eminentes no acesso a regiões de alto índice de sinistros.

4. Utilizar um software de gerenciamento de transportes

As ferramentas de controle logístico podem ser integradas a equipamentos instalados nos veículos. E isso, além de ser importante nas etapas de planejamento estratégico do transporte e da gestão financeira do negócio, ainda será imprescindível para realizar o monitoramento da carga e o controle dos resultados.

Por fim, é preciso destacar que o gerenciamento de riscos no transporte rodoviário de cargas não é um processo tão simples. Ele começa na seleção dos motoristas e segue até depois da efetivação da entrega.

Assim, para ser eficiente a empresa deve manter o seu controle durante toda a ação, e os motoristas devem garantir o seu desempenho por meio do conhecimento da legislação de transporte e tomando as devidas precauções durante a viagem.

Este artigo tentou elucidar alguns fatores para se efetivar o gerenciamento de riscos no transporte rodoviário de carga. Se gostou da leitura, aproveite para ler também sobre a gestão de tempo em processos logísticos!

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