O papel da economia compartilhada na cadeia de suprimentos e na logística

janeiro 26 2018

A presença da economia compartilhada — ou colaborativa — já é marcante na realidade das pessoas e das empresas. O seu conceito remete à integração entre os usuários de um serviço ou bem que — conjuntamente — realizam o seu uso de maneira consciente, evitando desperdícios e promovendo a eficiência.

Afinal, no mercado contemporâneo, a economia compartilhada tem ganhado espaço na transição entre o consumismo desmedido — marcado pelo acúmulo e o constante desperdício — e o consumo sustentável, visto como tendência na atualidade e para as próximas gerações.

No post de hoje serão apresentadas as vantagens do uso da economia compartilhada na cadeia de suprimentos e na logística. Confira!

Como funciona a economia compartilhada na logística

A ideia central da economia compartilhada remete ao uso em conjunto de um bem ou serviço com o objetivo de reduzir os custos e aumentar a eficiência. Assim, para a logística, a ideia da economia compartilhada é fundamental para o crescimento e para a redução dos esforços logísticos.

A ideia de realizar conjuntamente atividades logísticas por meio da formação de parcerias ou por meio da terceirização consiste na realização de uma atividade — que anteriormente seria realizada individualmente por cada empresa — de modo integrado entre várias empresas.

Desse modo, para a logística, o conceito de economia compartilhada pode ser definido como o conjunto de ações tomadas — entre parceiros logísticos ou terceirizados — de forma integrada, partilhando recursos e informações com vistas à redução dos custos e recursos necessários.

Devido às particularidades do setor, esse conceito pode ser empregado nas mais variadas atividades como transporte, armazenagem e serviços de monitoramento de carga — principalmente por meio de aplicativos que permitem o compartilhamento e a interação entre as empresas.

A importância da economia compartilhada para o setor

O setor logístico, principalmente o brasileiro, carece de investimentos e avanços tecnológicos, ainda mais quando se analisa a infraestrutura, a malha rodoviária e a integração entre os diversos modais.

Isso acarreta às empresas um aumento nos custos e uma redução da eficiência logística sem que haja aumento na qualidade do serviço ou produto ofertado — ônus que é, consequentemente, repassado ao consumidor.

Nessa perspectiva, tomando como base os desafios que esse setor enfrenta na realidade brasileira, o compartilhamento de soluções que reduzem os custos e o tempo empregado nas atividades é essencial às empresas que buscam inovações e facilidades para a logística.

Vantagens da economia compartilhada

O uso da economia compartilhada nesse setor proporciona às empresas excelentes resultados na busca por soluções eficientes para ofertar os seus serviços e produtos com um custo reduzido — graças ao compartilhamento do serviço entre as várias organizações integrantes do modelo.

Tendo como parâmetro a ideia central da economia compartilhada, esse conceito torna-se uma tendência para as empresas que buscam a melhoria dos serviços prestados, tanto no que tange à qualidade quanto à agilidade do serviço.

Podemos destacar algumas vantagens do seu uso:

Eficiência logística

A ideia central da economia compartilhada é a eficiência e, para a logística, esse conceito é fundamental para a atuação das empresas. A busca pela qualidade do serviço sem aumento nos custos envolvidos é essencial.

Dessa forma, o compartilhamento de soluções acarreta um benefício para as organizações envolvidas na relação de parceria, de forma que todas partilhem dos resultados obtidos com a divisão dos investimentos e o aumento da efetividade das ações prestadas.

Redução de custos de armazenagem

A armazenagem consiste em um dos pilares da logística e representa um alto custo quando comparada às demais atividades realizadas pelo setor. A atuação dessa área passou da simples estocagem para uma análise mais aprofundada da proteção dos produtos, da localização e do armazém do controle do estoque.

Nesse quesito, os custos com armazenagem podem ser elevados caso a empresa atue de forma isolada. Assim, o uso da armazenagem compartilhada pode ser uma saída para a redução dos custos. Saiba como:

Utilização do espaço ocioso de um armazém

Essa utilização por um parceiro pode gerar renda e ser benéfico para ambos, uma vez que a instalação e a manutenção de um centro de distribuição demanda um alto investimento — esse valor pode, então, ser compartilhado entre as empresas parceiras.

Parceria com operadores logísticos para a armazenagem

Essa parceria elimina a necessidade do investimento na construção e na manutenção de um armazém e transfere essa atividade para o operador, reduzindo custos variados.

Agilidade no transporte e redução de custos

O transporte é responsável pela maior parte dos custos logísticos. Ter uma frota própria acarreta um alto investimento para a aquisição e a manutenção dos caminhões, além da carga trabalhista e da carga tributária.

No entanto, essa parte também é fundamental para toda a atividade, uma vez que a logística é responsável pela ligação entre fabricante e consumidor.

Desse modo, a prestação do serviço com parcerias ou o uso de operadores logísticos implica em redução dos custos e, consequentemente, na redução de efeitos ambientais — graças à redução na quantidade de caminhões rodando.

Como forma de utilização, destaca-se:

Compartilhamento de caminhões

Por meio do compartilhamento de caminhões com produtos de empresas parceiras é possível otimizar a rota em cargas fracionadas. São feitas remessas de pequenas quantidades de mercadorias e, dessa maneira, evita-se o uso de um caminhão por empresa.

Aproveitamento da rota

Muitas vezes, o caminhão retorna vazio ao armazém e, por isso, o aproveitamento da rota para retorno de mercadorias de empresas parceiras otimizará o retorno e proporcionará redução nos custos.

Utilização de operadores logísticos

Tais operadores ficam responsáveis pela entrega dos produtos. Assim, cabe a eles agrupar todas as remessas, das mais variadas empresas, e otimizar a rota aumentando a eficiência logística sem comprometer a qualidade do serviço.

Como utilizar esse conceito

A economia compartilhada na logística é observada em duas vertentes principais.

São elas:

Transporte compartilhado

Como salientado, o transporte é responsável por boa parte dos custos logísticos. Nessa área, destaca-se a utilização colaborativa de caminhões entre empresas parceiras ou por meio da terceirização com o intuito de otimizar a rota e a eficiência do transporte.

Isso também reduz, tanto para as empresas como para os consumidores, o custo do traslado devido ao compartilhamento e à diminuição da ociosidade dos veículos.

Operadores logísticos

A formação de parcerias com os operadores ocorre com a transferência de um dos setores da logística — transporte, armazenagem, distribuição ou todos — para a responsabilidade deles.

Assim, é possível diminuir a ociosidade de armazéns e caminhões, bem como reduzir os custos com funcionários, manutenção e carga tributária.

Diante do exposto, nota-se a importância da economia compartilhada para o aumento do comprometimento com a sustentabilidade, do lucro, da eficiência e para a redução dos custos logísticos.

No entanto, para a correta aplicação desse sistema, a tecnologia é fundamental. Com o uso de softwares relacionados à previsão de demanda, de compartilhamento de carga e de acompanhamento das entregas e movimentações, é possível realizar a economia colaborativa com segurança e com um maior controle das movimentações dos produtos.

Gostou deste artigo? Já utilizou ou pensou em implementar a economia compartilhada na sua empresa? Deixe o seu comentário!

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