Como reduzir custos operacionais em logística?

outubro 08 2018

Reduzir custos operacionais em logística é uma necessidade competitiva relacionada a diversos fatores, como excesso de burocracia, dificuldade de acesso em determinadas regiões, custos com mão de obra especializada, altos preços dos combustíveis e despesas com manutenção dos veículos.

Além disso, como o modal rodoviário é utilizado majoritariamente para o transporte de cargas no Brasil, a eficiência logística das empresas depende de investimentos governamentais na infraestrutura para manter e melhorar as condições da malha viária existente.

Porém, os valores disponíveis para investimento despencam a cada ano, o que obriga as empresas — ao perceberem redução na receita devido ao alto custo logístico do seu negócio — a desmobilizem sua infraestrutura de transporte para terceirizar todo o seu ciclo de armazenamento e distribuição, transformando, assim, seus custos fixos em despesas variáveis.

Neste post reforçamos a importância de reduzir custos operacionais em logística para minimizar os impactos da alta de alguns fatores nos resultados organizacionais. Confira!

Fatores determinantes para a aumento dos custos logísticos

Custos dos pneus

Os pneus requerem constante manutenção e cuidado, pois interferem diretamente no desempenho da frota e no consumo de combustível. Os principais procedimentos incluem:

  • calibrar os pneus e o estepe como recomendado pelos fabricantes e de acordo com a carga a ser transportada;
  • verificar semanalmente a calibragem com os pneus frios;
  • examinar as válvulas dos pneus para garantir que não existam vazamentos de ar;
  • fazer o alinhamento e o balanceamento a cada 10 mil quilômetros rodados;
  • planejar o rodízio dos pneus, junto ao o alinhamento e balanceamento dos veículos.

Preço dos combustíveis

A inflação no setor é medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), porém, a constante alta dos combustíveis, segundo o boletim Conjuntura do Transporte – Macroeconomia da CNT (Confederação Nacional do Transporte) com alta de 8,8% em 2017, é justificada pela política de preços da Petrobras.

Essa política, um dos principais motivos da recente greve dos caminhoneiros no país, prevê reajuste diário nas refinarias, relacionado às taxas de câmbio e cotações do petróleo no mercado internacional, cujo repasse alto para as distribuidoras aumenta o preço para o consumidor final.

Falta de preparo dos motoristas

A falta de qualificação dos motoristas e o deficit no treinamento, somados a uma direção inadequada e imprudente, além de impactar diretamente no aumento dos custos, comumente ocasiona acidentes nas estradas, o que acaba aumentando a incidência percentual de taxas como as de seguro obrigatório e de GRIS (Gerenciamento de riscos) sobre o frete, além de atrasar as entregas e ocasionar o descontentamento dos clientes.

Dentro desse contexto, ainda devem ser considerados fatores relacionados aos riscos nos deslocamentos nas estradas, como roubos das cargas e acidentes: o Brasil ocupa o oitavo lugar na lista dos 57 países mais perigosos para o transporte de cargas, segundo a Joint Cargo Comitte.

Além disso, outras despesas devem ser rateadas: lubrificantes, peças, tarifas de pedágio, além dos custos fixos com salários dos motoristas, impostos e a depreciação do caminhão.

Outros fatores que influenciam são a distância a ser percorrida, aspectos relacionados às localidades das entregas (locais de difícil acesso, que requerem outro tipo de modal, com uso de balsas, por exemplo), além do peso (cobrança por cubagem ou não) e a especificidade de cada carga (perecibilidade, cargas vivas, periculosidade).

A incidência de outras taxas também onera os custos operacionais:

  • Ad Valorem: composto por diferentes elementos, como administração de seguros e indenização;
  • GRIS;
  • devolução de produtos;
  • reentrega;
  • estadia do veículo;
  • TRT (Taxa de Restrição ao Trânsito).

Soluções para esses gargalos

É preciso investir em soluções tecnológicas que reduzam os riscos nos deslocamentos, como o monitoramento e rastreamento das cargas, que ainda permitem acessar informações sobre todo o ciclo do transporte.

Além disso, a empresa precisa elaborar um plano de operação junto aos motoristas, com roteirização da carga e orientação quanto aos riscos em determinadas localidades e horários.

Nesse planejamento ainda é preciso viabilizar o transporte de uma carga de retorno, minimizar rotas ociosas e aproveitar os espaços com a montagem adequada das cargas para conseguir reduzir custos operacionais em logística.

Agora que você conhece todos os fatores que oneram o transporte de cargas pelo país e como é possível reduzir custos operacionais em logística, siga-nos no Facebook e no LinkedIn!

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