6 ferramentas de controle para gestão logística

março 05 2018

Independentemente do ramo de atuação, posição no mercado e porte da empresa, um fato é evidente: uma gestão organizada e eficiente é indispensável para qualquer tipo de negócio.

Quando se trata de logística, a realidade é a mesma, pois, dentro das organizações, esse é um dos setores que representam os mais altos custos operacionais, requer um nível organizacional bastante otimizado e boas práticas.

A boa notícia é que, como se sabe, a tecnologia está a favor das empresas. Em razão das constantes inovações, novas soluções e metodologias se tornam mais comuns na rotina das companhias, tornando os processos mais estratégicos e eficientes.

Hoje, por exemplo, a tecnologia já auxilia no controle de mercadorias em armazéns, mapeamento mercadorias e facilita o fluxo de atividades. Softwares ajudam a manter as informações centralizadas e acessíveis aos responsáveis pelos processos, agilizando-os e encurtando o tempo de entrega, além de muitos outros benefícios.

Para lhe deixar ainda mais inteirado das tecnologias e soluções que otimizam os processos de gestão logística, no post de hoje listaremos 6 ferramentas de controle que comprovarão por que a inovação é indispensável na logística. Acompanhe!

1. Curva ABC

A metodologia ABC é uma ferramenta estratégica voltada, principalmente, para o controle de estoque da empresa.

O grande cerne desse conceito é garantir que o negócio funcione com um nível de estoque ótimo, ou seja, nem muito elevado — o que significa ter dinheiro parado e sem retorno — e nem muito reduzido — o que pode significar prejuízo nas vendas por falta de mercadorias.

Nesse contexto, encontrar o equilíbrio na gestão do estoque é medida de ordem. Para isso, a curva ABC pode ser de grande valia. A partir dela, os gestores poderão classificar melhor as demandas dos clientes da empresa e, assim, compor um estoque compatível. A lógica funciona dessa maneira:

  • classe A: são os itens do estoque que têm uma maior importância, valor ou quantidade, correspondendo a 20% do total;
  • classe B: são os itens de importância, quantidade ou valor intermediário, correspondentes a 30% do total;
  • classe C: são os itens de menor importância, valor ou quantidade, cuja proporção deve ser de 50% do total.

Em resumo, a curva ABC é um método de classificação de informações, na qual os gestores podem se apoiar para separar os itens do estoque, de modo que aqueles que representam um maior impacto no custo geral do estoque devem corresponder à menor parcela dele.

2. Warehouse Management System (WMS)

O sistema de WMS, como também é chamado, nada mais é do que um software que se encarrega de controlar uma série de informações relacionadas ao estoque da empresa.

Com o uso dessa ferramenta, as otimizações acontecem desde o momento em que as mercadorias são recebidas, passando pela separação, armazenagem e expedição.

O grande diferencial do WMS é a possibilidade de a empresa conseguir melhorar o nível gerencial do estoque.

Por exemplo, é possível ter um controle total do depósito, localizando de forma precisa as mercadorias, o que reduz o tempo e a necessidade de movimentações no interior do armazém, além de erros de expedição que afetam a produtividade e a agilidade dos processos de preparação das remessas.

3. Transportation Management System (TMS)

O TMS é uma ferramenta bastante útil nos processos logísticos, sobretudo àqueles ligados ao transporte. O TMS tem o papel de fornecer aos gestores toda a informação necessária para otimizar a gestão logística.

Para isso, o sistema opera no controle de fretes, entregas, ajuda a medir a eficiência dos motoristas, além de servir de base para a definição do veículo mais indicado, melhores roteiros de viagens, rastreamento das mercadorias e até para tarefas burocráticas, como é o caso da emissão de documentos fiscais de cargas.

De modo geral, o Transportaton Management System traz grandes vantagens para a empresa que o utiliza. A partir de uma maior integração e controle oferecidos por esse sistema, toda operação se torna mais produtiva e fluida, o que reflete em ganhos para o negócio.

4. Custom Relationship Management (CRM)

Outra ferramenta que auxilia bastante na gestão dos processos logísticos é o software CRM. Afinal, dentro da cadeia de processos logísticos, as atividades que interferem na satisfação do cliente devem figurar como uma das principais preocupações dos líderes e gestores.

Assim como as outras ferramentas listadas, o CRM também tem seu foco na informação. A sua principal função é coletar e armazenar dados relativos às transações e interações realizadas com o cliente, de modo a gerar um banco de dados capaz de fornecer insights para melhorias estratégicas.

A exemplo, essas informações reunidas podem ser trabalhadas, servindo de norte para antecipar demandas, mudanças de comportamento do mercado e identificar qual é a procura dos consumidores. A partir desses dados, a empresa consegue se planejar melhor e buscar alternativas para manter a qualidade operacional.

5. Supplier Relationship Management (SRM)

O SRM é uma ferramenta bastante semelhante ao CRM, porém, o seu foco é a otimização da relação da empresa com os seus fornecedores. Daí já fica fácil entender o quão importante esse sistema poder ser para garantir a eficiência da gestão logística da empresa.

De maneira simplificada, o SRM tem um impacto significativo na gestão da cadeia de suprimentos. Isso porque essa ferramenta organiza os processos e recursos tecnológicos responsáveis por integrar o fluxo de informações que percorrerão toda a cadeia logística.

Nesse contexto, o SRM é a ponte de comunicação entre a empresa e os seus fornecedores, na qual estes utilizam como referência para compreender as demandas daquela e, assim, trabalharem para que os estoques estejam sempre compatíveis com as necessidades.

Em outras palavras, esse sistema aprimora os processos relativos à aquisição dos bens e dos serviços indispensáveis para a manutenção das atividades, além de contribuir para a redução dos custos de produção e armazenagem da empresa.

6. Softwares ERP

Vale lembrar, ainda, dos softwares ERP, que são ferramentas indispensáveis ao funcionamento eficiente da logística do negócio. Sem essa ferramenta, dificilmente os outros itens listados neste post alcançarão seu benefício máximo.

Isso porque, como vimos, grande parte das ferramentas de controle apresentadas, lidam com dados e informações e, nesse ponto, o ERP faz toda diferença.

O software ERP é o responsável por tornar toda a gestão da informação mais acessível, precisa e estratégica.

A partir dele, gestores tem um maior controle dos processos, já que a integração dos setores, trazida pelo ERP, ajuda esses profissionais a desenvolver uma visão mais sistêmica das atividades da empresa, identificando pontos de atenção e tomando as melhores decisões para manter a empresa sempre em bom funcionamento.

Por fim, fica claro que as ferramentas de controle logístico são itens indispensáveis para uma gestão moderna e eficiente da empresa. Como vimos, existem soluções eficazes e bastante estratégicas que podem melhorar os processos em diferentes pontos da cadeia logística. Negligenciar essa realidade e o papel da tecnologia nas empresas é perder uma grande oportunidade de alcançar o sucesso. Pense nisso!

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